terça-feira, 11 de agosto de 2009

A Lembrança de Meu Pai



Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores” (Lc 15:17-18).

O pródigo finalmente acorda de seu pesadelo. Depois de muita insanidade e loucura, cai em si. Começa a pensar de modo razoável e objetivo. Certo provérbio talmúdico resume bem essa história: ’’Quando um filho (que saiu de casa), tem de andar descalço (por causa da pobreza), então lembra quão bem vinha sendo tratado na casa do pai”. Tal constatação se deu com o pródigo. Mas, o rapaz que estava fora de casa e fora de si, acorda. Acorda pensando no pai e suas boas lembranças o ajudam a retornar para casa. Em sua desgraça, o mancebo lembra do pai, com saudade, reconhecendo que ele é um homem previdente. Disse: “Os trabalhadores de meu pai têm”. Não há dúvida de que o pai é trabalhador. Tinha abundância em casa, porque trabalhava. Havia construido uma rica fazenda, onde empregava muitos trabalhadores. Mais que isso: é um patrão generoso com os empregados. Sua casa é um lugar de fartura, onde todos poderiam comer e se fartar. Não é mesquinho com alimento. Sua casa é um lugar onde se come bem. O filho desbragado, no mundo, confessa que em sua casa havia ”pão com fartura”. A palavra fartura indica outra qualidade desse homem: é alguém generoso, até com os de fora. Se trata assim os servos, o que dizer dos filhos?! A lembrança devia martirizar ainda mais o rapaz pródigo e faminto, à beira do chiqueiro de porcos, desejando comer suas lavagens. Se arrependimento matasse, aquele jovem era alguém morto.

Mas, as lembranças paternas o ajudam a voltar para casa. “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai”, resolveu o moço. Estas palavras de decisão acabam revelando mais qualidades de seu pai anônimo. O filho o considera alguém capaz de relevar os erros dos filhos. Tinha expectativa de que seria perdoado, mesmo tendo cometido faltas graves. É certo que não via possibilidade de voltar a ser filho, mesmo que ainda trate o pai como pai, acreditava que o pai lhe daria trabalho na fazenda. Cria que podia voltar, porque seu pai não é vingativo, ressentido ou destemperado. É surpreendente que todas as esperanças do moço se realizam, numa medida além do que imaginava. Ao voltar, o pai se mostra compadecido da condição deplorável do filho. Apesar da sua idade, corre, abraça e beija o filho repetidas vezes. As providências seguintes também revelam o tamanho do seu grande coração. Manda trazer logo a melhor roupa, a mesma que era usada pelos príncipes e hóspedes notáveis. O moço que vestia trapos, recebe vestes de justiça e de louvor (Is 61:1-3). O moço também passa a usar um anel no dedo esquerdo, (anel no dedo direito era considerado um gesto efeminado) e sandálias nos pés, os quais indicam sua nova e distinguida posição. Os acontecimentos a seguir confirmam que esse pai é mesmo generoso e perdoador. Ele ainda faz festa para celebrar o novo momento da família, atitude que é censurada pelo filho mais velho, que ao voltar do campo, ouve as músicas e as danças, vindo a protestar contra o pai, contra o irmão e contra a alegre recepção. Nesse contexto, o pai revela outra qualidade: mostra-se pacificador dos filhos.

Nesse dia dos pais, quero desafiá-lo a seguir os passos desse pai da parábola de Cristo. Desafio você a ser um pai previdente, conciliador dos filhos, generoso e perdoador. Um pai de quem o filho vai ter boas lembranças e saudade, quando estiver longe. Feliz Dia dos Pais.

Pr. Antônio Paulo.

------------------------------------------

Papai, saudades... Pela graça não estou na situação do filho pródigo... Mas também sinto falta da casa do meu pai. Se eu me tornar 10% do homem que você é, estarei feliz...

Te amo.

seu filho.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

OFF por tempo indeterminado



Gente, o cinto apertou aqui nesse mestrado... Realmente, muita coisa pra estudar e fazer.
Vou ficar um tempo afastado do Blog, Orkut, Facebook, Twitter e etc.
Orem por mim!
Beijos e Abraços a todos!
Isaque.

"A razão pela qual Deus instrui a mente é para que Ele possa transformar a vida" (Al Martin)

sábado, 1 de agosto de 2009

TOLICE

Hoje reencontrei um querido amigo no orkut. Ele se chama Rogério Azevedo. Um cara que marcou a minha vida com sua paixão por Cristo e me impressionou por sua criatividade e sensibilidade musical. Pois bem, depois de o reencontrar no orkut, cheguei ao blog dele (clique aqui). E ao ler a poesia "Tolice" de sua própria autoria, fui desafiado e edificado.... É Rogério, realmente somos tolos.... Depois de ler essa poesia, orei pedindo que Deus me tirasse da condição de um tolo....

Tolice

Tolice é não estar atento
ao que acontece ao seu redor
é enxergar só a cifra
o avanço do cronograma
não ver a grama lá fora
não ver o amigo que chora
não ver quantas vezes ele parte
mesmo estando ali todo dia
sentado lado a lado
Tolice é ser assim:
desumano e alienado.

Tolice é ressentir-se do passado
é viver saudade aguda
quase um reclamar otário
de um tempo que se foi, marcante
e ignorar que no presente instante
Deus refaz, e faz de novo, e de novo

(e aqui eu posso dar uma “dane-se” à métrica, à rima, ao verso e ao ritmo
e ficar interminavelmente contemplando ao nosso Deus por essa ímpar e eterna
capacidade de fazer novas todas as coisas, todos os dias, todas as manhãs,para todo o sempre,
através da obra salvadora de Jesus e pela divina habitação do Espírito Santo aqui, dentro de nós.)

um dia tão marcante quanto os de antes
formoso, vigoroso, incrível
memorável, inesquecível, insubstituível
tolice é ser assim:
Ingrato e incorrigível.

Tolice é ainda limitar-se
não deixar vazar amor diário
economizar um abraço
poupar um elogio rasgado
estreitar um sorriso largo
reter a mão de escrever um verso
não soltar a voz contente
mas fazer o inverso sempre
sufocar o consolo à quem pavor pressente
tolice é ser assim:
Sonegador e inclemente.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Oração de um estudante...

Pai,

Obrigado pela Tua maravilhosa e graciosa provisão em minha vida. Para todo lugar que olho, percebo Teu amor me cobrindo com as mais diversas bênçãos. Sinto-me constrangido de, em alguns momentos, me sentir triste por estar longe daqueles que amo. Não quero parecer ingrato aos Teus olhos, mas ainda me apertam as saudades daqueles que deixei pra trás e o choro parece que fica entalado em minha garganta.

Perdoe-me, Senhor, pela ingratidão. Mesmo recebendo abundantemente da Tua mão, não tenho sido capaz de Te glorificar e Te agradecer.

Peço-Te que me ensines a lidar com essa nova etapa da vida de forma que eu venha a Te agradar. Que eu possa desenvolver um espírito humilde, pronto para ter meu caráter moldado por Ti. Põe em mim, Pai, um coração de aprendiz pra poder ouvir o Teu Santo Espírito com atenção, e me concede forças pra continuar trilhando os caminhos que preparaste para mim. Não permitas, Senhor, que eu venha a escolher atalhos nessa vida, e assim, venha a me afastar do Teu plano perfeito. Ajude-me a permanecer obediente a Tua Palavra, mesmo quando a desobediência parecer levar a resultados imediatos.

Não peço um caminho fácil ou uma caminhada livre de tempestades. Pois sei que Tu usarás momentos difíceis como esse pra desenvolver em mim perseverança e um caráter aprovado. Apenas peço-Te que em meio as tribulações, eu possa perceber Tua doce presença e o Teu braço forte a me sustentar.

Reconheço minha pequenez, Senhor. E diante do enorme desafio que tenho pela frente, não consigo vislumbrar o sucesso sem que a Tua mão esteja a me proteger e guiar a cada passo a ser dado.

Refaz a minha vida, Senhor. Junta os cacos, Pai, e faz um vaso novo. Que durante esse tempo, eu aprenda a amar as pessoas de forma genuína e ter paixão incondicional pela Tua glória. Que eu seja encontrado por Ti um servo fiel e pronto pra fazer Tua vontade. Dá-me sabedoria para lidar com as mazelas do meu coração e ajuda-me a ser quem Tu queres que eu seja. E, Finalmente, que minha vida, Pai, seja um espelho que reflita a Tua glória.

Em nome do Senhor Jesus,

Amém! 

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Thoughts in Solitude - Thomas Merton

Um dos livros que estou lendo nesse momento e': Thoughts in Solitude (Pensamentos da Solidao) escrito por um padre franciscano frances chamado Thomas Merton. (Recomendo com algumas reservas).

Enquanto lia, me saltou aos olhos um para'grafo que de fato exprime o meu momento atual:

"...Não vejo o caminho que está adiante. Não tenho certeza de onde terminará. Nem ao menos, na verdade, me conheço. E o fato de eu pensar que estou seguindo Tua vontade, não significa, necessariamente, que realmente o esteja. Mas creio no profundo de minh'alma que, de fato, o desejo de Te agradar Te agrada. Então, espero ter esse desejo em tudo que estiver fazendo... " 
(Thomas Merton - Traducao pessoal)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DE VOLTA PRA TI

Os últimos dias tem sido de muita tribulação e tristeza. Hoje, vendo minha pasta de músicas, achei uma relíquia. Uma música de autoria de um colega de seminário gravada em um evento promovido pelo SBPV, chamado JUBILAI. Desde então, tem sido minha oração pessoal nesses dias nublados.
Se conseguir autorização do autor, disponibilizarei a música para o deleite de todos....



DE VOLTA PRA TI
(Letra e Música por Cláudio Sant'Ana)

Eu não tenho sido fiel por inteiro a Ti, ó Deus imutável!
Os meus valores tão distorcidos, me impedem de te conhecer melhor.
Eu falo o Teu nome, ó Senhor, sem a reverência devida ou temor.
Estou tão distante de ser o que esperas de mim.

Quando Tu queres guiar meu viver, eu escolho um caminho mais fácil.
Eu deixo de orar e buscar Tua face, em troca da Tua própria obra.
Até a minha oração é imperfeita na motivação.
Estou tão distante de ser o que esperas de mim.

Eu quero dedicar-Te minha eterna lealdade.
Com mãos limpas, coração puro, humilhado perante os Teus pés
O que eu mais quero é levar o meu coração de volta pra Ti.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Auto-Estima, Suficiência das Escrituras e Ministério

Gente, me desculpem por andar relativamente ausente deste blog. Como continuo bem ocupado para produzir novas postagens e refelexões, estou colocando um sermão de um querido amigo, professor e mentor.
Pr. Darcy Sborowski Jr foi meu professor no Seminário Bíblico Palavra da Vida. Ele é bacharel e mestre em exposição e teologia do AT pelo SBPV. Pr. Darcy é Pastor Titular da Igreja Batista de Vila Mariana em São Paulo.
Neste sermão, ele fala sobre os conceitos modernos de "auto-estima" e como isso influencia as igrejas e a liderança evangélica. Vale muito à pena conferir!
Clique aqui para ouvir: CREMBlog

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Desabafo de uma pessoa comum...

Nos últimos dias, tenho meditado sobre as decepções e adversidades que enfrentamos na vida. Pois é! Não pertenço ao grupo dos pentecostais triunfalistas que creêm que uma vez salvos, não vamos mais experimentar dor, tristeza e decepção. Para mim, crer que Jesus foi pra cruz só para a gente andar sorrindo, contente por aí, é achar que o precioso sangue de Cristo é uma espécie de Prozac ou Lexotan "espiritual" (com o devido respeito àqueles que fazem uso desse medicamento).
Tenho observado com bastante cuidado como alguns grandes vultos das Escrituras lidaram com as adversidades e a sua conseqüência natural, o abatimento do espírito. Tenho refletido na vida de Davi que diz: "Por que estás abatida, ó minh'alma?" (Sl 42.5), Jonas: "Peço-te, Pois, ó SENHOR, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver" (Jn 4.3), Habacuque: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?" (Hb 1.2), no próprio Senhor Jesus que foi traído por uma das pessoas mais íntimas, não escapou do sofrimento de ver um amigo querido morto, experimentou agonia e dor como nenhum outro (Jo 11:35; 13.21; Lc 19.41; 22.44 ).
Esses rápidos exemplos são a prova de que o sofrimento está dentro da mochila daquele que peregrina por esta terra. O próprio Senhor Jesus nos garantiu que sofreriamos (Jo 16.33).
Enquanto navegava pelo mundo "underground" dos blogs, achei um poema muito interessante. Um discurso que é tão triste quanto belo. Uma pessoa comum, vivendo problemas e decepções comuns, mostrando pra todos nós que estamos sujeitos à mesmas tempestades da vida.

Hoje foi o enterro dele, do meu primeiro e único amor...
Morreu velho e cansado
Morreu, de velhice, mas morreu sem dor

Era desses amores inocentes
Que nascem de amizade,
Que crescem com a saudade
E que se fortalecem jurando fidelidade...
(...)
E desse querido grande amor que nobremente morreu,
Ficam o que de mais nobre têm os amores:
As vontades - de ser fiel, leal, de ser melhor e mais doce
Do falecido amor, fica o perdão de todos os rancores...

E fica a bela história pra contar...
História de criança, que corre na rua...
Que idealiza casamento...
Que de presente dá as estrelas e até a lua...
(...)
“Aqui no peito jaz o velho amor.
Nobre e honrado, ele descansa em paz”
(Por C. Pierosan - Extraído de E AGORA...?)